Candidatos de 15 municípios mato-grossenses estão
em plena campanha para prefeito sem, no entanto, ter a certeza de que,
se eleitos, poderão assumir o cargo no dia 1º de janeiro. Essas cidades
simplesmente correm o risco de volta à condição de distritos, caso o
Congresso Nacional não vote, ate novembro, a Lei Complementar que
regulamenta a criação, incorporação, fusão e desmembramento de novos
municípios.
O prazo foi estabelecido em maio de 2007 pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). A possibilidade de voltar à condição distrito não tem
motivado discussão política, nem foco das campanhas dos candidatos
majoritários, sejam governistas ou oposicionistas, nos palanques.
Poderão ser extintos os seguintes municípios: Bom Jesus do
Araguaia, Conquista D’Oeste, Colniza, Curvelândia, Itanhangá, Nova
Nazaré, Nova Santa Helena, Novo Santo Antonio, Santa Cruz do Xingu,
Santa Rita do Trivelato, Santo Antonio do Leste, Serra Nova Dourada,
Vale de São Domingos e Ipiranga do Norte.
O assunto é tratado com reserva pelos políticos, que, ao que
consta, apostam numa decisão favorável, nem que seja na esfera
judicial.
Das 15 cidades nesta situação, nove são administradas pelo PR,
partido do governador Blairo Maggi. A polêmica em torno da criação de
novos municípios foi instalada após a publicação da Emenda
Constitucional número 15, de setembro de 1996, que retirou os Estados a
autonomia para legislar sobre o tema.
Com a nova legislação, que coloca os municípios sob ameaça de
extinção, a provocação para regularizar a situação partiu da Assembléia
Legislativa de Mato Grosso junto ao STF, que determinou um prazo de 18
meses, iniciado em maio de 2007, para o Congresso Nacional legislar
sobre o assunto.
O Legislativo estadual alegou no STF indefinição na data para criar
novos municípios. Em 2003, o Senado aprovou uma lei sobre o assunto,
mas, em seguida, ela foi vetada pelo presidente da República, que
alegou inconstitucionalidade.
Um dos principais articuladores para a criação de dezenas de
municípios em Mato Grosso, o primeiro-secretário da Assembléia
Legislativa, José Riva (PP), também está na expectativa de ver a lei
aprovada. “Se houver boa vontade, dá tempo”, diz ele. O senador Jayme
Campos (DEM) alertou para a necessidade de o Congresso se unir para
acelerar o trâmite do projeto. “Já está tecnicamente aprovado na
Comissão de Constituição e Justiça. Agora, temos que nos articular para
levar para o plenário, enviar e garantir o apoio da Câmara para a
aprovação da proposta. E isso tudo, no máximo, até o dia 5 de
novembro”, observa o senador.
FONTE: www.olhardireto.com.br
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BOLA MUCHA! TADINHA DA GAROTA.
VAI SER PREGUIÇOSO ASSIM LÁ NA P....

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